Acusado de ser parcial ao proferir decisões relativas à Operação Satiagraha, da Polícia Federal, o juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, aproveitou sentença em que condena Dantas para se defender.
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03 dezembro 2008
02 dezembro 2008
Polêmica De Sanctis continua
A defesa de Dantas afirmou, em nota, que a condenação do sócio-fundador do Grupo Opportunity, por corrupção ativa, é nula. "Não foi surpresa a condenação. Esse era o objetivo e não o julgamento e muito menos a Justiça", afirma o advogado Nélio Machado, que já apresentou recurso pedindo a anulação da decisão. Para a defesa, o juiz é suspeito para julgar o caso.
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01 dezembro 2008
Dantas condenado
O juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, condenou nesta terça (2) o banqueiro Daniel Dantas, sócio-fundador do Grupo Opportunity, a dez anos de prisão em regime fechado por corrupção ativa, por tentativa de suborno a um delegado durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal.
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27 novembro 2008
Schoedl livre - desembargadores boca suja?
A presença de palavrões nos autos da ação penal contra o promotor Thales Ferri Schoedl, julgada nesta quarta (26) pelo TJ-SP, não intimidou os desembargadores do Órgão Especial. "Guarda esta me...., por...", leu o magistrado sobre a arma do crime. O outro, gritou: "Fod...-se", ao reproduzir a fala de uma testemunha. Tudo parte dos ânimos exaltados de um crime ocorrido na saída de um luau. No pleno, havia 24 togados, mas não as reticências.
26 novembro 2008
Schoedl livre - desembargadores boca suja?
A presença de palavrões nos autos da ação penal contra o promotor Thales Ferri Schoedl, julgada nesta quarta (26) pelo TJ-SP, não intimidou os desembargadores do Órgão Especial. "Guarda esta me...., por...", leu o magistrado sobre a arma do crime. O outro, gritou: "Fod...-se", ao reproduzir a fala de uma testemunha. Tudo parte dos ânimos exaltados de um crime ocorrido na saída de um luau. No pleno, havia 24 togados, mas não as reticências.
Promotor absolvido
Por unanimidade, 23 votos a zero, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu nesta quarta-feira (26) absolver o promotor Thales Ferri Schoedl por legítima defesa da acusação de homicídio contra um jovem que teria provocado sua namorada na saída de um luau na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, em dezembro de 2004. Schoedl saiu chorando.
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21 novembro 2008
Experts
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) comentou nesta sexta (21) proposta de indiciamento do banqueiro Daniel Dantas, ao ser questionado se a possibilidade contraria habeas corpus concedidos pela Corte.
Mendes disse que até "experts" confundem pressupostos da prisão com razões para oferecimento de denúncia. "Vejam se vocês [jornalistas] ajudam os procuradores, inclusive, a entenderem isso."
Leia a íntegra
Mendes disse que até "experts" confundem pressupostos da prisão com razões para oferecimento de denúncia. "Vejam se vocês [jornalistas] ajudam os procuradores, inclusive, a entenderem isso."
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19 novembro 2008
Caso Eloá, frio e fome
Sensação térmica de uns 5ºC e nada para comer em Santo André (SP), onde acontecia nesta quarta (19) a reconstituição da morte da menina Eloá Pimental, mantida em cárcere privado com a amiga Nayara pelo namorado, Lindemberg Alves.
Cinco horas de espera, fome, frio. Cansaço. E a advogada do acusado, preso desde o fim do episódio, convoca a imprensa para uma coletiva. Cerca de 30 jornalistas se engalfinham em busca de uma novidade. Minutos infindos depois, eis que surge a declaração: "Vamos aguardar a divulgação do laudo para nos pronunciar".
A foto diz tudo. E também traz alguém familiar a Lupa na Lei; veja aqui
Cinco horas de espera, fome, frio. Cansaço. E a advogada do acusado, preso desde o fim do episódio, convoca a imprensa para uma coletiva. Cerca de 30 jornalistas se engalfinham em busca de uma novidade. Minutos infindos depois, eis que surge a declaração: "Vamos aguardar a divulgação do laudo para nos pronunciar".
A foto diz tudo. E também traz alguém familiar a Lupa na Lei; veja aqui
17 novembro 2008
De Sanctis na Satiagraha
O TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região manteve nesta segunda-feira (17) o juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal, à frente do processo em que o banqueiro Daniel Dantas, sócio-fundador do Grupo Opportunity, é acusado de corrupção.
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16 novembro 2008
Pimenta Neves - passe negado
A seccional paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) negou inscrição definitiva do jornalista Antonio Marcos Pimenta Neves, condenado pela morte da ex-namorada, Sandra Gomide, para exercer a advocacia. Pimenta responde solto ao processo pelo homicídio.
15 novembro 2008
Inquérito Hurricane - Vira processo?
Por falar em Operação Furacão, nesta quarta (19) o Supremo deve julgar o Inquérito 2424 que, entre seus investigados, tem o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Paulo Medina. Ele é acusado de envolvimento em esquema de venda de sentenças para favorecer a máfia dos caça-níqueis.
A Corte decide se recebe denúncia contra ele, o juiz federal do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Campinas (SP) Ernesto da Luz Pinto Dória, o procurador regional da República João Sérgio Leal Pereira e o advogado Virgílio Medina, irmão do ministro do STJ. Todos negam as acusações.
É desde mesmo inquérito que faz parte o habeas corpus citado no post anterior. O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, a OAB e o advogado Alberto Zacharias Toron pediram, e conseguiram, o adiamento do feito, concedido pelo ministro Marco Aurélio de Mello.
A Corte decide se recebe denúncia contra ele, o juiz federal do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Campinas (SP) Ernesto da Luz Pinto Dória, o procurador regional da República João Sérgio Leal Pereira e o advogado Virgílio Medina, irmão do ministro do STJ. Todos negam as acusações.
É desde mesmo inquérito que faz parte o habeas corpus citado no post anterior. O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, a OAB e o advogado Alberto Zacharias Toron pediram, e conseguiram, o adiamento do feito, concedido pelo ministro Marco Aurélio de Mello.
10 novembro 2008
Satiagraha Furacão
O STF (Supremo Tribunal Federal) julga nesta quinta (13) ação em que advogados são acusados de vazar informações à imprensa durante a Operação Furacão, deflagrada no dia 13 de abril de 2007 com o objetivo de combater uma rede de tráfico de influência que beneficiava o jogo ilegal no país.
Wilson Dias/ABr
Um dos advogados citados defende o banqueiro Daniel Dantas (foto), alvo da Operação Satiagraha, que investiga uma suposta quadrilha acusada de crimes financeiros.
Na Satiagraha, além do dono do Opportunity, foram presos o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o empresário Naji Nahas. O advogado de Dantas critica o vazamento de informações confidenciais do inquérito.
Em ambos os casos, não há comprovação de que houve vazamento. A ação da Hurricane chegou ao STF por um pedido da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
Wilson Dias/ABr
Um dos advogados citados defende o banqueiro Daniel Dantas (foto), alvo da Operação Satiagraha, que investiga uma suposta quadrilha acusada de crimes financeiros.Na Satiagraha, além do dono do Opportunity, foram presos o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o empresário Naji Nahas. O advogado de Dantas critica o vazamento de informações confidenciais do inquérito.
Em ambos os casos, não há comprovação de que houve vazamento. A ação da Hurricane chegou ao STF por um pedido da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
03 novembro 2008
22 outubro 2008
"Checão" do metrô
O promotor eleitoral Eduardo Rheingantz apresentou parecer favorável à ação em que Marta Suplicy (PT) pede a impugnação da candidatura de Gilberto Kassab (DEM), com quem disputa a Prefeitura de São Paulo. Para o Ministério Público, houve abuso em evento com Kassab e o governador José Serra (PSDB), na entrega de investimentos para o metrô paulistano. A Justiça Eleitoral deve se pronunciar sobre o caso nesta quinta-feira (23).
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10 outubro 2008
Vovô Grau
Quem acha que o ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal, tem jeito para lidar com crianças, ouça o novo programa de rádio do magistrado neste domingo (12) na Rádio Justiça.Ele estréia o "Aprendendo Direitinho" no Dia das Crianças, com noções de direito e cidadania.
Segundo a reportagem do Estadão.com.br, ele se apresenta como Vovô Grau: "Vocês não me conhecem, mas logo vamos ficar amigos".
07 outubro 2008
Schoedl de volta
O STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu liminar ao promotor de Justiça de São Paulo, Thales Ferri Schoedl, acusado de matar um jovem e ferir outro em Bertioga, litoral paulista.
03 outubro 2008
Em SP, bebida e eleição
A juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti, 9ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, concedeu liminar nesta quinta-feira (2) que permite a venda de bebidas alcoólicas no dia das eleições no Estado. A decisão beneficia os 1.600 estabelecimentos associados da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), entidade que entrou com mandado de segurança contra a "lei seca eleitoral".
Beber prejudica o seu voto?
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Beber prejudica o seu voto?
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24 setembro 2008
Suzane no semi-aberto
Denivaldo Barni, advogado de Suzane von Richthofen, comemorou nesta quarta-feira (24) o resultado parcial do julgamento em que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) deve decidir reduzir a pena da estudante, condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais, Manfred e Marísia.
"É uma grande vitória", disse Barni. "Assim que sair a decisão final, ela já poderá requerer a progressão para o semi-aberto", afirmou, confiante de que a ministra Maria Thereza de Assis Moura, que pediu vista dos autos, votará conforme os colegas para diminuir a pena para 31 anos.
"Suzane já cumpriu mais de cinco anos e trabalhou nesse período, o que a autoriza a receber o benefício", disse Barni. Segundo ele, o fato de o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) ter exigido exame criminológico para analisar a periculosidade de Suzane antes de conceder o benefício também não será impeditivo.
"É uma grande vitória", disse Barni. "Assim que sair a decisão final, ela já poderá requerer a progressão para o semi-aberto", afirmou, confiante de que a ministra Maria Thereza de Assis Moura, que pediu vista dos autos, votará conforme os colegas para diminuir a pena para 31 anos.
"Suzane já cumpriu mais de cinco anos e trabalhou nesse período, o que a autoriza a receber o benefício", disse Barni. Segundo ele, o fato de o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) ter exigido exame criminológico para analisar a periculosidade de Suzane antes de conceder o benefício também não será impeditivo.
23 setembro 2008
Suzane
Quatro ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) votaram nesta terça-feira (23) pela redução da pena de Suzane von Richthofen, que poderá cair de 39 para 35 e até 31 anos.
Com os anos já cumpridos por ela pela morte dos pais, Manfred e Marísia, Suzane poderá requerer o benefício do semi-aberto imediatamente caso seja concedido o pedido.
Nesse caso, os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, que confessaram a participação no crime, também poderão pedir a redução.
Com os anos já cumpridos por ela pela morte dos pais, Manfred e Marísia, Suzane poderá requerer o benefício do semi-aberto imediatamente caso seja concedido o pedido.
Nesse caso, os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, que confessaram a participação no crime, também poderão pedir a redução.
19 setembro 2008
Júri condena sem réu
Pela primeira vez em sua história, a Bahia teve um réu condenado sem ter comparecido ao próprio julgamento. Jailton Borges dos Santos, que pegou uma pena de 16 anos de reclusão por homicídio, já havia faltado a oito júris.
Segundo o Ministério Público, a sessão que o condenou aconteceu no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. A sentença foi proferida pelo juiz Vilebaldo José de Freitas Pereira com base nos novos dispositivos do Código de Processo Penal sancionados este ano.
Jailton, acusado de matar um homem com a anuência da esposa, de quem ele seria amante, está sendo procurado pela Justiça e deverá cumprir a pena Complexo Penitenciário da capital baiana.
Segundo o Ministério Público, a sessão que o condenou aconteceu no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. A sentença foi proferida pelo juiz Vilebaldo José de Freitas Pereira com base nos novos dispositivos do Código de Processo Penal sancionados este ano.
Jailton, acusado de matar um homem com a anuência da esposa, de quem ele seria amante, está sendo procurado pela Justiça e deverá cumprir a pena Complexo Penitenciário da capital baiana.
Amarras na Internet
O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo decidiu permitir o apoio a candidatos em páginas do Orkut, o que, por sinal, já vinha acontecendo.
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18 setembro 2008
Solto e advogado?
O jornalista Antonio Marcos Pimenta Neves depende apenas de uma decisão da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), que deve ser tomada nesta segunda-feira (22), para tornar-se advogado em São Paulo.
Ele foi condenado por júri popular e teve sentença confirmada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) pelo homicídio da ex-namorada, e também jornalista, Sandra Gomide. Pimenta Neves responde em liberdade.
Ele foi condenado por júri popular e teve sentença confirmada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) pelo homicídio da ex-namorada, e também jornalista, Sandra Gomide. Pimenta Neves responde em liberdade.
08 setembro 2008
Frase do mês
do Supremo é um
avanço democrático
e corresponde
a uma viagem
sem volta"
Ministro Ayres Britto, sobre comentário do presidente Lula, que quer editar os julgamentos televisionados ao vivo do STF
Transparência
O presidente Lula não quer que os julgamentos do STF (Supremo Tribunal Federal) sejam transmitidos na íntegra pela TV Justiça. Defende a edição dos trechos mais importantes do debate.
Os ministros com esta mesma opinião já se aposentaram. Dos 11 que integram a Corte, sete foram nomeados por Lula. Segundo o Estado de S.Paulo, nenhum deles é contra a transmissão.
Os ministros com esta mesma opinião já se aposentaram. Dos 11 que integram a Corte, sete foram nomeados por Lula. Segundo o Estado de S.Paulo, nenhum deles é contra a transmissão.
02 setembro 2008
Pimenta Neves
O jornalista Antonio Marcos Pimenta Neves teve a pena diminuída pelo assassinato da ex-namorada Sandra Gomide. A decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) acontece 8 anos após a morte.
Foram fixados 15 anos de prisão pelos tiros à queima roupa, na cabeça e ouvido. A ministra Maria Thereza de Assis Moura entendeu que o trauma da família não foi motivo para aumento da pena base.
Pimenta foi condenado a 19 anos e dois meses por júri popular de Ibiúna (SP), em maio de 2006. Veja a cobertura completa [AQUI]
Pimenta tem hoje 71 anos. A idade avançada deve impedir que ele vá para a prisão.
Foram fixados 15 anos de prisão pelos tiros à queima roupa, na cabeça e ouvido. A ministra Maria Thereza de Assis Moura entendeu que o trauma da família não foi motivo para aumento da pena base.
Pimenta foi condenado a 19 anos e dois meses por júri popular de Ibiúna (SP), em maio de 2006. Veja a cobertura completa [AQUI]
Pimenta tem hoje 71 anos. A idade avançada deve impedir que ele vá para a prisão.
21 agosto 2008
Thales no júri popular
É cada dia mais certa a presença do promotor Thales Ferri Schoedl no banco dos réus com o destino atrelado a sete cidadãos de Bertioga. Mas a defesa ainda aguarda decisão do Supremo. Aguardemos.
Thales no Supremo
Transcrevo decisão do ministro Eros Grau, do Supremo, que negou adiar o julgamento de Thales Ferri Schoedl pelo CNMP:
DECISÃO: Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, em que é apontado como autoridade coatora o Conselho Nacional do Ministério Público.
2. O paciente, Promotor de Justiça, está sendo processado pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo pela prática de crime de homicídio, com julgamento agendado para o dia 20 de agosto de 2008.
3. Os impetrantes alegam que a vitaliciedade obtida pelo paciente está sendo questionada em processo administrativo cujo julgamento, em embargos de declaração, pelo Conselho Nacional do Ministério Público, está pautado para o dia 18 de agosto de 2008.
4. Afirmam que o resultado do julgamento do processo administrativo já é de antemão conhecido, visto que alguns componentes do CNMP manifestaram intenção de voto pela cassação da vitaliciedade.
5. Sustentam, de outra banda, que a perda do cargo público somente é possível após decisão judicial transitada em julgado.
6. Requerem a concessão de liminar para suspender o Procedimento de Controle Administrativo n. 680/2007-46-SP, em trâmite no Conselho Nacional do Ministério Público, “impedindo, assim, a retomada do julgamento no dia 18 de agosto de 2008, ou qualquer outra data posterior, até o julgamento do mérito do presente habeas corpus”. Pugnam, no mérito, pela concessão da ordem “para que, reconhecida a ilegalidade do Procedimento de Controle Administrativo nº 680/2007-46-SP, do Conselho Nacional do Ministério Público, bem como a competência exclusiva do Poder Judiciário para desconstituir vitaliciamento de Promotor de Justiça com mais de dois anos de exercício (art. 60, § 2º, da Lei 8.625/93), nos termos do art. 128, § 5º, I, “a” da Constituição da República, seja assegurado ao paciente, através do trancamento do procedimento administrativo, a garantia do juiz natural no processo penal, no caso o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos termos do art. 96, III, da Carta Magna” (fls. 17/18).
7. É o relatório.
8. Decido.
9. As razões da impetração não tem qualquer implicação com a ação penal a que responde o paciente. Respeitam a matéria administrativa, envolvendo controversia a propósito da perda, ou não, da vitaliciedade do cargo de Promotor de Justiça.
10. A alegação de direito adquirido à vitaliciedade não pode ser examinada em habeas corpus, pena de desvirtuamento desse instrumento de proteção do direito de ir e vir, qual decidiu esta Corte em várias oportunidades, v.g.:
Nego seguimento ao writ, com fundamento no art. 21, § 1º do
RISTF.
Publique-se.
Brasília, 14 de agosto de 2008.
Ministro Eros
Grau
- Relator -
DECISÃO: Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, em que é apontado como autoridade coatora o Conselho Nacional do Ministério Público.
2. O paciente, Promotor de Justiça, está sendo processado pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo pela prática de crime de homicídio, com julgamento agendado para o dia 20 de agosto de 2008.
3. Os impetrantes alegam que a vitaliciedade obtida pelo paciente está sendo questionada em processo administrativo cujo julgamento, em embargos de declaração, pelo Conselho Nacional do Ministério Público, está pautado para o dia 18 de agosto de 2008.
4. Afirmam que o resultado do julgamento do processo administrativo já é de antemão conhecido, visto que alguns componentes do CNMP manifestaram intenção de voto pela cassação da vitaliciedade.
5. Sustentam, de outra banda, que a perda do cargo público somente é possível após decisão judicial transitada em julgado.
6. Requerem a concessão de liminar para suspender o Procedimento de Controle Administrativo n. 680/2007-46-SP, em trâmite no Conselho Nacional do Ministério Público, “impedindo, assim, a retomada do julgamento no dia 18 de agosto de 2008, ou qualquer outra data posterior, até o julgamento do mérito do presente habeas corpus”. Pugnam, no mérito, pela concessão da ordem “para que, reconhecida a ilegalidade do Procedimento de Controle Administrativo nº 680/2007-46-SP, do Conselho Nacional do Ministério Público, bem como a competência exclusiva do Poder Judiciário para desconstituir vitaliciamento de Promotor de Justiça com mais de dois anos de exercício (art. 60, § 2º, da Lei 8.625/93), nos termos do art. 128, § 5º, I, “a” da Constituição da República, seja assegurado ao paciente, através do trancamento do procedimento administrativo, a garantia do juiz natural no processo penal, no caso o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos termos do art. 96, III, da Carta Magna” (fls. 17/18).
7. É o relatório.
8. Decido.
9. As razões da impetração não tem qualquer implicação com a ação penal a que responde o paciente. Respeitam a matéria administrativa, envolvendo controversia a propósito da perda, ou não, da vitaliciedade do cargo de Promotor de Justiça.
10. A alegação de direito adquirido à vitaliciedade não pode ser examinada em habeas corpus, pena de desvirtuamento desse instrumento de proteção do direito de ir e vir, qual decidiu esta Corte em várias oportunidades, v.g.:
“HABEAS CORPUS. [...] INSURGÊNCIA CONTRA A DECRETAÇÃO DA PERDA DO CARGO PÚBLICO:
VIA PROCESSUAL INADEQUADA. PRECEDENTES. [...]. 2. A decretação da perda do cargo
público não se discute em habeas corpus por se tratar de via processual
inadequada para discutir sua validade, dado que não representa ameaça à
liberdade de locomoção. Precedentes. [...].” (HC 91.760/PI, Rel. Min. Cármen
Lúcia, DJ de 29/2/08)
“HABEAS CORPUS. [...]. EFEITOS SECUNDÁRIOS DA
CONDENAÇÃO. PERDA DO CARGO PÚBLICO. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. ORDEM DENEGADA.
1. O habeas corpus, tal como tracejado pela Constituição Federal, tem por alvo a
liberdade de locomoção dos indivíduos (inciso LXVIII do art. 5º). Inadequação da
via eleita para preservação do paciente em cargo público. Precedentes. Writ não
conhecido. [...].” (HC 91.641/MG, Rel. Min. Carlos Britto, DJ de 18/4/08).
Nego seguimento ao writ, com fundamento no art. 21, § 1º do
RISTF.
Publique-se.
Brasília, 14 de agosto de 2008.
Ministro Eros
Grau
- Relator -
19 agosto 2008
Schoedl - na mira do júri
A defesa de Thales Ferri Schoedl tenta impedir, a todo custo, que o promotor vá a júri popular pela morte de um jovem na Riviera de São Lourenço, em Bertioga.
Agora, uma petição no STF (Supremo Tribunal Federal) tenta converter o habeas corpus utilizado para adiar a decisão do CNMP em um mandado de segurança, para manter o julgamento no Órgão Especial do TJ-SP, previsto para ocorrer nesta quarta (20).
A defesa acredita que a perda do cargo confirmada pelo conselho não inviabilizou o julgamento e aguarda um posicionamento do Supremo, último grau de recurso nesse caso.
Com foro privilegiado, Schoedl tem grandes chances de ter acatada sua tese, de legítima defesa. Novamente, a decisão está a cargo do ministro Eros Grau, que negou a primeira liminar.
Agora, uma petição no STF (Supremo Tribunal Federal) tenta converter o habeas corpus utilizado para adiar a decisão do CNMP em um mandado de segurança, para manter o julgamento no Órgão Especial do TJ-SP, previsto para ocorrer nesta quarta (20).
A defesa acredita que a perda do cargo confirmada pelo conselho não inviabilizou o julgamento e aguarda um posicionamento do Supremo, último grau de recurso nesse caso.
Com foro privilegiado, Schoedl tem grandes chances de ter acatada sua tese, de legítima defesa. Novamente, a decisão está a cargo do ministro Eros Grau, que negou a primeira liminar.
18 agosto 2008
Crime na Riviera - Confirmado
O cargo do promotor Thales Ferri Schoedl não é vitalício. Foi o que decidiu novamente nesta segunda (18) o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).
A defesa não conseguiu adiar a sessão do conselho. O ministro Eros Grau, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou o pedido na sexta, conforme post anterior. Agora, resta à defesa entrar com recurso no próprio STF.
Se não houver novo recurso, o promotor irá a júri popular e o julgamento pelo Órgão Especial do TJ-SP, marcado para esta quarta (20), está cancelado.
O procurador geral de Justiça, Fernando Grella Vieira, já assinou a exoneração, que deve ser publicada nesta terça (19) no Diário Oficial.
Aguardemos.
Leia a notícia aqui
A defesa não conseguiu adiar a sessão do conselho. O ministro Eros Grau, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou o pedido na sexta, conforme post anterior. Agora, resta à defesa entrar com recurso no próprio STF.
Se não houver novo recurso, o promotor irá a júri popular e o julgamento pelo Órgão Especial do TJ-SP, marcado para esta quarta (20), está cancelado.
O procurador geral de Justiça, Fernando Grella Vieira, já assinou a exoneração, que deve ser publicada nesta terça (19) no Diário Oficial.
Aguardemos.
Leia a notícia aqui
14 agosto 2008
Crime na Riviera - Corrida contra o tempo
O promotor Thales Ferri Schoedl, acusado de matar um jovem e ferir outro em Bertioga, litoral norte paulista, deve ser julgado pelo crime na próxima quarta-feira (20), às 13h, pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ele é acusado de homicídio qualificado, ocorrido em 2004, e alega legítima defesa.
Antes disso, porém, sua defesa tenta impedir com urgência outro julgamento importante, previsto para o dia 18 de agosto —o de um recurso contra decisão do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) que retirou a vitaliciedade de Schoedl.
Se o CNMP negar o recurso de Schoedl, o promotor perde o foro privilegiado e vai a júri popular. Por isso, seus advogados pedem a suspensão da sessão do conselho antes do julgamento no TJ-SP. O pedido será analisado pelo ministro Eros Grau.
Leia mais aqui e no post anterior: Dose dupla
Antes disso, porém, sua defesa tenta impedir com urgência outro julgamento importante, previsto para o dia 18 de agosto —o de um recurso contra decisão do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) que retirou a vitaliciedade de Schoedl.
Se o CNMP negar o recurso de Schoedl, o promotor perde o foro privilegiado e vai a júri popular. Por isso, seus advogados pedem a suspensão da sessão do conselho antes do julgamento no TJ-SP. O pedido será analisado pelo ministro Eros Grau.
Leia mais aqui e no post anterior: Dose dupla
13 agosto 2008
Em boca fechada...
Se a AMB não tivesse entrado com ação no Supremo para barrar "fichas sujas", o Judiciário não estaria de mãos atadas obrigado a obedecer uma súmula vinculante. Afinal, antes, o juiz eleitoral podia negar registros, subjetivamente, baseado na vida pregressa, também subjetiva, dos candidatos. Tem advogado comemorando e pensando: "o tiro saiu pela culatra".
07 agosto 2008
"Ficha suja"
O STF (Supremo Tribunal Federal) deu uma lição no "justiçamento", como diz o ministro Marco Aurélio, e firmou o princípio da presunção da inocência como uma das grandes conquistas da sociedade ao julgar ação da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) sobre os candidatos "ficha suja".
Com a decisão, nenhum candidato pode ser barrado apenas por responder a um processo na Justiça, afinal, todo cidadão é inocente até que se prove o contrário. Súmula vinculante.
Leia a notícia completa aqui
Com a decisão, nenhum candidato pode ser barrado apenas por responder a um processo na Justiça, afinal, todo cidadão é inocente até que se prove o contrário. Súmula vinculante.
Leia a notícia completa aqui
02 agosto 2008
Dizem
Que o ministro Tarso Genro ligava pessoalmente para o presidente da AMB, Mozart Valadares, pedindo que Gilberto Kassab fosse incluído na "lista suja".
30 julho 2008
"Lista suja" - Palavra do prefeito
UOL publica entrevista com o candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM), que disputa a Prefeitura de São Paulo.
Assista na íntegra AQUI
Assista na íntegra AQUI
29 julho 2008
"Lista suja" - A correção
A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) decidiu corrigir o erro cometido e incluir mais um nome na apelidada "lista suja" de políticos réus. A comunidade jurídica já começa a refletir se inserir determinado nome com atraso pode ferir a isonomia da iniciativa e causar prejuízos irreparáveis a alguns candidatos.
Íntegra do furo publicado pelo UOL [Leia AQUI]
E a repercussão:
Folha Online
Estadão
(Folha e Estado de S.Paulo)
IG
Agência Estado
Terra
G1
O Globo
Correio Braziliense
Abril
Jornal do Brasil/Agência Brasil
Valor Econômico
Gazeta Mercantil
Blog do Josias
Blog do Noblat (AQUI também)
Blog do Reinaldo Azevedo
Site da Marta Suplicy
Observatório da Imprensa
Íntegra do furo publicado pelo UOL [Leia AQUI]
E a repercussão:
Folha Online
Estadão
(Folha e Estado de S.Paulo)
IG
Agência Estado
Terra
G1
O Globo
Correio Braziliense
Abril
Jornal do Brasil/Agência Brasil
Valor Econômico
Gazeta Mercantil
Blog do Josias
Blog do Noblat (AQUI também)
Blog do Reinaldo Azevedo
Site da Marta Suplicy
Observatório da Imprensa
26 julho 2008
"Lista suja"
Sobre a repercussão de que a "lista suja" da AMB é incompleta, falha revelada pela reportagem do UOL nesta sexta (25) [Leia AQUI], valem destaque:
Estado de S. Paulo (nas bancas e on-line)
Folha de S.Paulo (que não citou o furo tomado)
Blog do promotor
Transparência Brasil/IG
Blog do Josias
Blog do Noblat
Blog do Reinaldo Azevedo
Blog do Fred
Blog do Favre (AQUI também)
Yahoo
Estado de S. Paulo (nas bancas e on-line)
Folha de S.Paulo (que não citou o furo tomado)
Blog do promotor
Transparência Brasil/IG
Blog do Josias
Blog do Noblat
Blog do Reinaldo Azevedo
Blog do Fred
Blog do Favre (AQUI também)
Yahoo
23 julho 2008
Mal-ditas listas - Sim, outra vez - Resposta
Em atenção aos membros da Transparência que acompanham o desenrolar de Lupa na Lei, acabo de acessar o Excelências.
Página do parlamentar Roberto França Auad (Sem partido/MT): http://www.excelencias.org.br/@casa.php?id=13335&cs=13
Quatro ações foram movidas contra ele. Duas em Tribunais de Contas possuem os respectivos links para os acórdãos. Perfeito.
Outra ação penal pública corre no Tribunal de Justiça do Mato Grosso.
Descrição: Omissão de dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil (art.10, Lei 7345/85). Está nesse link e você deve procurar pelo número do processo fornecido - 63217/2007.
Acessou? Entendeu? Todos os brasileiros entenderam do que se trata esse processo? Você sabia como procurar o processo?
Dito isto, destaque-se:
1 - Os tribunais trazem informações incompletas em seus sites sobre processos em andamento;
2 - Os tribunais não trazem informações zero sobre os processos em andamento;
3 - Nome, sobrenome e e-mail são informações bem diferentes de um processo judicial com relação ao impacto na vida das pessoas;
4 - Em nenhum momento está esclarecido que, não havendo condenação definitiva, não há mácula na "ficha" do cidadão;
5 - Diante disso, moções de repúdio espalham-se pelo país contra a publicação de listas com nomes de réus, inocentes até que se prove o contrário. Movimento que cresceu após a divulgação da "lista suja" da AMB;
6 - O que se faz com informações incompletas? No mínimo, cometem-se injustiças.
Página do parlamentar Roberto França Auad (Sem partido/MT): http://www.excelencias.org.br/@casa.php?id=13335&cs=13
Quatro ações foram movidas contra ele. Duas em Tribunais de Contas possuem os respectivos links para os acórdãos. Perfeito.
Outra ação penal pública corre no Tribunal de Justiça do Mato Grosso.
Descrição: Omissão de dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil (art.10, Lei 7345/85). Está nesse link e você deve procurar pelo número do processo fornecido - 63217/2007.
Acessou? Entendeu? Todos os brasileiros entenderam do que se trata esse processo? Você sabia como procurar o processo?
Dito isto, destaque-se:
1 - Os tribunais trazem informações incompletas em seus sites sobre processos em andamento;
2 - Os tribunais não trazem informações zero sobre os processos em andamento;
3 - Nome, sobrenome e e-mail são informações bem diferentes de um processo judicial com relação ao impacto na vida das pessoas;
4 - Em nenhum momento está esclarecido que, não havendo condenação definitiva, não há mácula na "ficha" do cidadão;
5 - Diante disso, moções de repúdio espalham-se pelo país contra a publicação de listas com nomes de réus, inocentes até que se prove o contrário. Movimento que cresceu após a divulgação da "lista suja" da AMB;
6 - O que se faz com informações incompletas? No mínimo, cometem-se injustiças.
Mal-ditas listas - Sim, outra vez
Sobre a resposta do blog a Claudio Abramo, a Transparência Brasil nos envia nova nota para esclarecer a publicação do projeto Excelências. Vale a íntegra, que segue:
"Escrevo-lhe para esclarecer a questão das informações sobre processos judiciais coletadas pelo projeto Excelências, da Transparência Brasil. Creio que você não compreendeu o que disse o diretor da TBrasil, Claudio Weber Abramo.
O que foi dito é que os tribunais trazem informações INCOMPLETAS. Isso não quer dizer os dados trazem informação zero. Ao ler esta mensagem, você não saberá minha idade, minha formação ou meu prato favorito. Mas saberá meu nome, meu sobrenome e meu endereço de e-mail. Você poderá, portanto, informar a terceiros algum dado a meu respeito.
Quando existe informação zero no sítios de Internet dos Tribunais, nós não coletamos esses dados. Só publicamos ocorrências que trazem alguma informação. Portanto nós sabemos, sim, o que estamos publicando.
Atenciosamente
Fabiano Angélico
Coordenador de projetos
Transparência Brasil"
"Escrevo-lhe para esclarecer a questão das informações sobre processos judiciais coletadas pelo projeto Excelências, da Transparência Brasil. Creio que você não compreendeu o que disse o diretor da TBrasil, Claudio Weber Abramo.
O que foi dito é que os tribunais trazem informações INCOMPLETAS. Isso não quer dizer os dados trazem informação zero. Ao ler esta mensagem, você não saberá minha idade, minha formação ou meu prato favorito. Mas saberá meu nome, meu sobrenome e meu endereço de e-mail. Você poderá, portanto, informar a terceiros algum dado a meu respeito.
Quando existe informação zero no sítios de Internet dos Tribunais, nós não coletamos esses dados. Só publicamos ocorrências que trazem alguma informação. Portanto nós sabemos, sim, o que estamos publicando.
Atenciosamente
Fabiano Angélico
Coordenador de projetos
Transparência Brasil"
22 julho 2008
"Lista suja" - Agora é fato
A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) divulgou hoje lista contendo candidatos a prefeito e vice nas capitais com processos pendentes. Entre os apelidados de "ficha suja", estão Marta Suplicy (PT) e Paulo Maluf (PP), que já divulgaram notas de repúdio. O próximo passo deve ser uma ação de inconstitucionalidade.
Leia a notícia aqui
Leia a notícia aqui
18 julho 2008
Se todo mundo pode...
Veja como a juíza eleitoral de São Paulo Maria Sílvia Gomes Sterman, citando o colega Marco Antonio Martin Vargas, titular da 1ª Zona Eleitoral, trata a questão dos candidatos "ficha suja":
Em miúdos, como todo mundo chama o referido de "ficha suja", o candidato não pôde contestar a citação de seu nome no site da Transparência Brasil. Ainda que amparado pela Constituição Federal e pela presunção de inocência.
A íntegra da decisão está no site do TRE-SP ou neste link
"Referida expressão hoje em nosso País é a forma
“simplista” de designar a condição de candidato que possui processos perante a Justiça"
Em miúdos, como todo mundo chama o referido de "ficha suja", o candidato não pôde contestar a citação de seu nome no site da Transparência Brasil. Ainda que amparado pela Constituição Federal e pela presunção de inocência.
"Assim é que, em diversos princípios constitucionais verifica-se expressamente a defesa do direito à informação, a despeito da
existência de outros tantos ali previstos de forma incidental ou de possível aferição interpretativa", diz a juíza.
A íntegra da decisão está no site do TRE-SP ou neste link
Caminhos
Ao que parece, estar à frente da Advocacia Geral da União é um passo definitivo para torna-se presidente do Supremo Tribunal Federal. O ministro Gilmar Mendes conseguiu. E virou presidente da Corte.
Há um mês, um congresso de carreiras jurídicas promovido pelo atual AGU atraiu operadores do Direito a Brasília. Nos bastidores, comentavam que se tratava de uma investida para que o presidente Lula fizesse a indicação.
Lula abriu o evento.
Há um mês, um congresso de carreiras jurídicas promovido pelo atual AGU atraiu operadores do Direito a Brasília. Nos bastidores, comentavam que se tratava de uma investida para que o presidente Lula fizesse a indicação.
Lula abriu o evento.
14 julho 2008
As mal-ditas listas - Fim, talvez?
Dado o devido destaque, cabe ainda lembrar que:
1 - A Transparência não publica uma lista. Fato. Ela nos fornece uma ferramenta para acessar diferentes listas;
2 - A Transparência realmente disponibiliza links externos de interesse;
3 - Os tribunais em geral não fornecem informações detalhadas sobre processos em seus sites. Quem precisa de detalhes sobre um processo, precisa recorrer a um cartório. Os links, portanto, não são fontes, por si só, de informação relevante a ser direcionada ao interessado em saber sobre a vida de seu candidato. Se a Transparência publica um link de um Tribunal de Justiça que não diz do que se trata o processo, publica uma informação sem saber do que se trata;
4 - Como saber que crimes são relevantes se não se sabe de quais crimes está se falando?
PS: A matéria não é da Folha de S.Paulo. É da jornalista que vos fala e com quem falou Abramo antes da publicação, no Portal UOL.
Para ler a íntegra, clique aqui
1 - A Transparência não publica uma lista. Fato. Ela nos fornece uma ferramenta para acessar diferentes listas;
2 - A Transparência realmente disponibiliza links externos de interesse;
3 - Os tribunais em geral não fornecem informações detalhadas sobre processos em seus sites. Quem precisa de detalhes sobre um processo, precisa recorrer a um cartório. Os links, portanto, não são fontes, por si só, de informação relevante a ser direcionada ao interessado em saber sobre a vida de seu candidato. Se a Transparência publica um link de um Tribunal de Justiça que não diz do que se trata o processo, publica uma informação sem saber do que se trata;
4 - Como saber que crimes são relevantes se não se sabe de quais crimes está se falando?
PS: A matéria não é da Folha de S.Paulo. É da jornalista que vos fala e com quem falou Abramo antes da publicação, no Portal UOL.
Para ler a íntegra, clique aqui
As mal-ditas listas - O retorno
Cabe dar destaque à manifestação endereçada a este blog (publicada em comentário em um post anterior) pelo diretor executivo da Transparência Brasil, Claudio Weber Abramo, que segue na íntegra:
"Prezados:
Tomo a liberdade de apontar alguns equívocos presentes nesta nota, sem dúvida originários de matéria publicada na Folha de S. Paulo.
1. A Transparência Brasil não publica "listas". O que publicamos é o projeto Excelências (www.excelencias.org.br), que traz históricos de políticos em exercício no Congresso, Assembléias Legislativas e Câmaras de Vereadores de capitais. Entre as informações publicadas estão ocorrências na Justiça e Tribunais de Contas. É claro que disso se podem extrair listas por meio de diferentes filtragens, mas estas são decorrências do fato de existir um cadastramento.
2. A TBrasil não simplesmente menciona processos judiciais, mas publica os links para as ementas etc. nas cortes originárias.
3. Não é verdade que, de modo geral, apresentamos processo "sem saber do que se trata". O que acontece é que, em certos Tribunais de Justiça, a informação que se apresenta é incompleta. Não é um problema nosso, mas desses Tribunais -- portanto, dos juízes e desembargadores respectivos.
4. Não incluímos nas fichas dos políticos processos referentes a pensão alimentícia, crimes contra a honra e outros.
Atenciosamente,
Claudio Weber Abramo
Diretor executivo
Transparência Brasil"
"Prezados:
Tomo a liberdade de apontar alguns equívocos presentes nesta nota, sem dúvida originários de matéria publicada na Folha de S. Paulo.
1. A Transparência Brasil não publica "listas". O que publicamos é o projeto Excelências (www.excelencias.org.br), que traz históricos de políticos em exercício no Congresso, Assembléias Legislativas e Câmaras de Vereadores de capitais. Entre as informações publicadas estão ocorrências na Justiça e Tribunais de Contas. É claro que disso se podem extrair listas por meio de diferentes filtragens, mas estas são decorrências do fato de existir um cadastramento.
2. A TBrasil não simplesmente menciona processos judiciais, mas publica os links para as ementas etc. nas cortes originárias.
3. Não é verdade que, de modo geral, apresentamos processo "sem saber do que se trata". O que acontece é que, em certos Tribunais de Justiça, a informação que se apresenta é incompleta. Não é um problema nosso, mas desses Tribunais -- portanto, dos juízes e desembargadores respectivos.
4. Não incluímos nas fichas dos políticos processos referentes a pensão alimentícia, crimes contra a honra e outros.
Atenciosamente,
Claudio Weber Abramo
Diretor executivo
Transparência Brasil"
07 julho 2008
As mal-ditas listas - Revolutions
Por fim, a maior autoridade do país (sim, porque o presidente mal terminou o 2º grau) diz o que acha de quem quer publicar lista de candidatos pendentes. Daqui a pouco quem teve a idéia se arrepende.Leia mais no link e nos relacionados lá embaixo também.
As mal-ditas listas - Parte 2
Pois bem. Uma lista já existe contendo candidatos processados. É publicada pela ONG Transparência Brasil. Contém processos graves. Mas os processos são cadastrados sem se saber do que se trata. Um paradoxo, não?
Pois veja o que o presidente da AMB, que também quer fazer a lista, acha disso aqui
Pois veja o que o presidente da AMB, que também quer fazer a lista, acha disso aqui
As mal-ditas listas
Estão dando o que falar as intenções dos magistrados brasileiros. Querem publicar os nomes dos candidatos com processos na Justiça. Sem trânsito em julgado.
Pois vejam o que um deles diz sobre a presunção de inocência aqui
Pois vejam o que um deles diz sobre a presunção de inocência aqui
28 junho 2008
Ganância
Mais uma beneficiada com a morosidade da Justiça. Desta vez, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) mandou soltar a viúva da Mega-Sena, Adriana Ferreira de Almeida, que ficou tempo demais presa à espera de julgamento: um ano e seis meses.Opinião à parte, o fato é que a decisão pode ser estendida a todos os outros cinco suspeitos pela morte.
02 junho 2008
Dose dupla
O CNMP (Conselho Superior do Ministério Público) matou dois coelhos em uma só cajadada nesta segunda-feira (2/6). Determinou a perda do cargo de Thales Ferri Schoedl e derrubou decisão do Órgão Especial do MP paulista que mantinha o vitaliciamento do promotor, acusado de matar um jovem e ferir outro na Riviera de São Lourenço, litoral paulista.Dizem as más, ou boas, línguas da instituição paulistana que Thales beneficiou-se de uma batalha interna entre aliados e inimigos do então procurador-geral Rodrigo Pinho. Donos da verdade à parte, o conselho, como controle externo, bateu o martelo final.
Agora, cabe ao STF (Supremo Tribunal Federal) decidir se mantém o entendimento.
Veja a íntegra da matéria aqui
Choque
Além de uma série de atos para mudar a cara do Ministério Público de São Paulo, o novo procurador-geral de Justiça já mostra que entende de tecnologia. Está no ar hoje uma nova página na internet da instituição, com acesso a Intranet e até a um comunicador instantâneo, no estilo MSN messenger.
Veja lá o site
Veja lá o site
30 maio 2008
Caso Paulinho
Sobre as acusações que pesam contra dois de seus clientes, sócios de uma casa noturna supostamente utilizada para lavar dinheiro de fraudes no BNDES, o advogado Anderson Real resume da seguinte maneira a argumentação de que o local era apenas freqüentado por modelos, mas não se tratava de um prostíbulo: "É um preconceito que remonta tempos antigos".
29 maio 2008
Pérolas
"Não sou célula-tronco,mas estou me congelando"
"Não sei se vou ser
reaproveitada
ou jogada fora"
Ministra Cármen Lúcia, em sessão no Supremo
que autorizou pesquisas com células-tronco
Teste inusitado
Para completar o post anterior, Alexandre Nardoni disse ao juiz Maurício Fossen que, na madrugada em que Isabella ainda estava caída, no jardim, ele encostou na cerca elétrica do prédio, na zona norte de São Paulo, e percebeu que estava desligada.
Leia os depoimentos aqui
Leia os depoimentos aqui
Metralhadora giratória
Pouco comentadas as acusações do pai e madrasta de Isabella contra diversas (porque incontáveis) pessoas, até mesmo desconhecidas, pela morte da menina. O interrogatório à Justiça ocorreu ontem (28).
Os dois levantaram suspeitas contra pedreiros responsáveis pela reforma do apartamento de onde Isabella foi jogada e com quem houve uma discussão. Anna Carolina Jatobá, 24, chegou a dizer que várias pessoas que freqüentaram o local participaram de crimes e quadrilhas.

Já Alexandre citou: pedreiro, porteiro, zelador, entre outros. Sobraram acusações contra moradores. Jatobá completou que perdeu suas chaves dias antes, que havia uma entrada escondida por onde prestadores de serviço entravam sem serem vistos e que raramente visitas eram registradas.
Ambos também negaram ter inimigos. Para o promotor Francisco José Cembranelli, as versões foram ensaiadas e a polícia checou todas as possibilidades. "Não houve elementos para que fosse aberta qualquer outra linha de investigação", garantiu.
Os dois levantaram suspeitas contra pedreiros responsáveis pela reforma do apartamento de onde Isabella foi jogada e com quem houve uma discussão. Anna Carolina Jatobá, 24, chegou a dizer que várias pessoas que freqüentaram o local participaram de crimes e quadrilhas.

Já Alexandre citou: pedreiro, porteiro, zelador, entre outros. Sobraram acusações contra moradores. Jatobá completou que perdeu suas chaves dias antes, que havia uma entrada escondida por onde prestadores de serviço entravam sem serem vistos e que raramente visitas eram registradas.
Ambos também negaram ter inimigos. Para o promotor Francisco José Cembranelli, as versões foram ensaiadas e a polícia checou todas as possibilidades. "Não houve elementos para que fosse aberta qualquer outra linha de investigação", garantiu.
27 maio 2008
Isabella e o trânsito
Acontecem nesta quarta-feira (28/5) os interrogatórios de Alexandre Nardoni, 29, e Anna Carolina Jatobá, 24, no processo criminal a que respondem pela morte da menina Isabella, 5, jogada do 6º andar de um prédio na zona norte paulistana.
Quase dois meses após o crime, ocorrido no dia 29 de março, uma pista da Avenida Engenheiro Caetano Álvares será interditada para abrigar a parafernalha jornalística em frente ao Fórum de Santana.
A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo avisou que até os veículos dos jornalistas poderão estacionar na avenida.
Quase dois meses após o crime, ocorrido no dia 29 de março, uma pista da Avenida Engenheiro Caetano Álvares será interditada para abrigar a parafernalha jornalística em frente ao Fórum de Santana.
A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo avisou que até os veículos dos jornalistas poderão estacionar na avenida.
20 maio 2008
Alento
Em meio a modernidades ainda desconhecidas por muitos, famílias recorrem à Internet em busca de um último sopro de esperança e Justiça.
Além da mãe da menina Isabella Nardoni, que espalhou fotos da filha mundialmente pela rede de computadores após o crime que a vitimou, parentes de Diego Modanez também querem sensibilizar as autoridades para outra tragédia, ainda sem solução.
Em uma corrente, pais e amigos do rapaz e de outro, ferido na mesma ocasião, clamam para que o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) não mantenha o vitaliciamento do promotor Thales Ferri Schoedl, que alega legítima defesa na morte de Diego.
O julgamento, já com dois votos pró Schoedl, recomeça no dia 2 de junho.
Além da mãe da menina Isabella Nardoni, que espalhou fotos da filha mundialmente pela rede de computadores após o crime que a vitimou, parentes de Diego Modanez também querem sensibilizar as autoridades para outra tragédia, ainda sem solução.
Em uma corrente, pais e amigos do rapaz e de outro, ferido na mesma ocasião, clamam para que o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) não mantenha o vitaliciamento do promotor Thales Ferri Schoedl, que alega legítima defesa na morte de Diego.
O julgamento, já com dois votos pró Schoedl, recomeça no dia 2 de junho.
19 maio 2008
Remédio amargo
O protelamento em ações civis públicas relacionadas a danos ocasionados ao meio ambiente é tão prejudicial que promotores paulistas já recomendam que os colegas abram mão de pedidos de liminares.
De acordo com levantamento da instituição, vale mais a pena arriscar o tudo ou nada, ou seja, deixar o juiz decidir o mérito de uma vez, do que pedir a liminar, para evitar algum desmatamento ou poluição iminente.
Isso porque a maioria dos magistrados acaba por conceder efeito suspensivo aos agravos de instrumento nas ações em que há liminar, sem pensar no efeito nocivo à vida no planeta que a demora no julgamento desses recursos, que chega a levar anos, podem causar.
Dá-lhe bom senso.
De acordo com levantamento da instituição, vale mais a pena arriscar o tudo ou nada, ou seja, deixar o juiz decidir o mérito de uma vez, do que pedir a liminar, para evitar algum desmatamento ou poluição iminente.
Isso porque a maioria dos magistrados acaba por conceder efeito suspensivo aos agravos de instrumento nas ações em que há liminar, sem pensar no efeito nocivo à vida no planeta que a demora no julgamento desses recursos, que chega a levar anos, podem causar.
Dá-lhe bom senso.
15 maio 2008
Contrapartida
A assessoria de imprensa do Ministério Público de São Paulo está sob novo comando. O novo assessor chega da Secretaria de Negócios Jurídicos da Prefeitura paulistana. Luiz Antonio Guimarães Marrey é ex-secretário da pasta. O novo procurador-geral de Justiça, Fernando Grella Vieira, venceu eleições e foi nomeado pelo governador José Serra, a contra-gosto de Marrey. Novos assessores são convidados pelo procurador-geral.
12 maio 2008
Rock the casbah
Beethoven? Mozart? Tchaikovsky? Nada disso.
O som da espera telefônica do escritório do criminalista José Roberto Batochio é do The Clash.
O som da espera telefônica do escritório do criminalista José Roberto Batochio é do The Clash.
08 maio 2008
Curiosidade
O promotor do caso Isabella possui uma página no Orkut. Pelo perfil, não é possível identifica-lo de primeira. Os mais próximos o reconhecem pelas comunidades escolhidas.
Mas, nos últimos dias, Cembranelli recebeu um convite inusitado. De um novo amigo. O promotor não aceitou.
O nome do interessado?
Alexandre Nardoni!
Mas, nos últimos dias, Cembranelli recebeu um convite inusitado. De um novo amigo. O promotor não aceitou.
O nome do interessado?
Alexandre Nardoni!
30 abril 2008
Não disse?
Ciúme, como adiantou Lupa na Lei, era o motivo torpe no assassinato da menina Isabella Nardoni, atirada do 6º andar do edifício London, em São Paulo, onde morava com o pai, Alexandre. Ele e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, serão denunciados.
25 abril 2008
:-O
Se, quase sempre, não me surpreendo mais com o noticiário (jornalistas perdem, não deveriam, mas perdem parte da sensibilidade de tanto lidar com notícias - paralelo com a medicina e a anatomia), felizmente, o quase sempre continua válido.
A prisão do advogado Ricardo Tosto pode não ter despertado grande atenção, ofuscado por outros casos maiores (entenda Isabella), mas a essa jornalista causou reação há algum tempo não experimentada.
É, essa carinha do título do post. Susto.
Ninguém sabe muito bem porque Tosto, que entre seus clientes tem o deputado federal Paulo Maluf, foi preso. Contam as más línguas (acordei com sede de clichês hoje) que ele chorou na sede da Polícia Federal.
Sem pré-julgamentos, vale um questionamento (rimou!): Quando eu for presa pela PF, vou saber o motivo antes de me carregarem algemada em frente às câmeras? Hope so.
Leia a notícia toda aqui
A prisão do advogado Ricardo Tosto pode não ter despertado grande atenção, ofuscado por outros casos maiores (entenda Isabella), mas a essa jornalista causou reação há algum tempo não experimentada.
É, essa carinha do título do post. Susto.
Ninguém sabe muito bem porque Tosto, que entre seus clientes tem o deputado federal Paulo Maluf, foi preso. Contam as más línguas (acordei com sede de clichês hoje) que ele chorou na sede da Polícia Federal.
Sem pré-julgamentos, vale um questionamento (rimou!): Quando eu for presa pela PF, vou saber o motivo antes de me carregarem algemada em frente às câmeras? Hope so.
Leia a notícia toda aqui
21 abril 2008
Overdose
Cabeça embaralhada, vidros embaçados. Um relaxamento eufórico, euforia relaxante, confiança em excesso. Alucinações, agitação, confusão. Movimentos bruscos transformados em uma dança flamejante pela mente.
É claro que, se você está lendo este blog, não morreu de overdose. Será?
Pois este recado se estende a todos aqueles frustrados com uma cobertura superespetacularsensacionalistaextremada do caso Isabella.
Se a comparação com a cadeia da droga é válida, somos dealers muito mal remunerados, a fornecer um produto muito mal fabricado. Digo nós, repórteres, quase rebaixados a aviõezinhos.
Já nossos chefes do tráfico continuam a abastar a clientela e os próprios bolsos. Vontade que fosse um tiro na testa.
Overdose de informação.
Luto.
Deles? Só os com consciência. Meu? Um pouco. Seu? Óbvio.
É claro que, se você está lendo este blog, não morreu de overdose. Será?
Pois este recado se estende a todos aqueles frustrados com uma cobertura superespetacularsensacionalistaextremada do caso Isabella.
Se a comparação com a cadeia da droga é válida, somos dealers muito mal remunerados, a fornecer um produto muito mal fabricado. Digo nós, repórteres, quase rebaixados a aviõezinhos.
Já nossos chefes do tráfico continuam a abastar a clientela e os próprios bolsos. Vontade que fosse um tiro na testa.
Overdose de informação.
Luto.
Deles? Só os com consciência. Meu? Um pouco. Seu? Óbvio.
11 abril 2008
Isabella e o tempo
Uma insatisfação constante com o andar vagaroso das investigações sobre a morte da menina Isabella. Nem é preciso dizer que se trata da garota de cinco anos jogada da janela do 6º andar de um apartamento na zona norte de São Paulo. Nem que seu pai e madrasta foram considerados suspeitos, presos, e agora soltos pela Justiça por causa de um crime apurado pela polícia como homicídio doloso.
Os laudos são lentos, a polícia pouco avança. Informações demoram a chegar. Decisões, idem. Passos de tartaruga. Todos querem saber se as manchas de sangue são de Isabella, qual a causa da morte, os motivos de um crime bárbaro, quem a matou.
Para curar a sede de informação, a imprensa relata pílulas diárias de saciedade momentânea do desejo que cada leitor, internauta, ouvinte e telespectador cultiva horas a fio, em frente ao seu meio de comunicação preferido, à espera de uma resposta. Da verdade.
A sede de informação caminha à velocidade da luz. O jornalismo desenfreado a alimenta. A cada repercussão, a cada entrevista. E, principalmente, a cada tentativa de desvendar, a passos próprios, o caso.
Reportagem da Folha de S.Paulo de quinta-feira (10/4) aponta a possibilidade de o prédio dos Nardoni ter sido invadido pelos fundos. No dia do crime, um sobrado foi encontrado com portão e cadeado arrombados. O muro do prédio é alto, cerca de quatro metros, mas seria possível escalá-lo por fora, segundo a reportagem, de uma pequena construção de dentro do sobrado.
Apenas um pequeno apetizer do que a imprensa já tentou investigar por conta própria. Neste caso, o repórter, amigo desta blogueira por sinal, não se perguntou apenas uma coisa: seria possível um assassino calcular tal manobra? Com que motivação? E mais, como ele sairia pelo mesmo lugar? (De dentro para fora não há apoio - o assassino seria um homem-aranha, como avaliou o promotor do caso?)
A polícia lenta abre brecha para esse tipo de inconseqüência. Onde já se viu demorar mais de 10 dias investigando um crime e não apontar nenhum responsável? E o IML? O IC? Não tiveram tempo mais do que o suficiente para fazer simples e caseiros exame de perícia e de DNA?
A população clama por verdade, mas não sabe esperar. A imprensa rende-se e faz as vezes de população. Abandona seu verdadeiro objetivo, o interesse público, para manobrar o interesse do público. Pior, em nome dele.
Quem tem pressa come cru. Não era o que a sua mãe dizia?
Nesta tarde, o desembargador Canguçu de Almeida, do TJ-SP, concedeu habeas corpus ao casal. Ainda não há nenhuma prova de que eles podem atrapalhar as investigações, disse ele. Sem entrar no mérito, a decisão refletiu a única voz de paciência e ponderação durante todos esses dias em que se falou de Isabella.
Isabella. Esta sim tem toda a eternidade para esperar pela justiça. Não podemos nós?
Os laudos são lentos, a polícia pouco avança. Informações demoram a chegar. Decisões, idem. Passos de tartaruga. Todos querem saber se as manchas de sangue são de Isabella, qual a causa da morte, os motivos de um crime bárbaro, quem a matou.
Para curar a sede de informação, a imprensa relata pílulas diárias de saciedade momentânea do desejo que cada leitor, internauta, ouvinte e telespectador cultiva horas a fio, em frente ao seu meio de comunicação preferido, à espera de uma resposta. Da verdade.
A sede de informação caminha à velocidade da luz. O jornalismo desenfreado a alimenta. A cada repercussão, a cada entrevista. E, principalmente, a cada tentativa de desvendar, a passos próprios, o caso.
Reportagem da Folha de S.Paulo de quinta-feira (10/4) aponta a possibilidade de o prédio dos Nardoni ter sido invadido pelos fundos. No dia do crime, um sobrado foi encontrado com portão e cadeado arrombados. O muro do prédio é alto, cerca de quatro metros, mas seria possível escalá-lo por fora, segundo a reportagem, de uma pequena construção de dentro do sobrado.
Apenas um pequeno apetizer do que a imprensa já tentou investigar por conta própria. Neste caso, o repórter, amigo desta blogueira por sinal, não se perguntou apenas uma coisa: seria possível um assassino calcular tal manobra? Com que motivação? E mais, como ele sairia pelo mesmo lugar? (De dentro para fora não há apoio - o assassino seria um homem-aranha, como avaliou o promotor do caso?)
A polícia lenta abre brecha para esse tipo de inconseqüência. Onde já se viu demorar mais de 10 dias investigando um crime e não apontar nenhum responsável? E o IML? O IC? Não tiveram tempo mais do que o suficiente para fazer simples e caseiros exame de perícia e de DNA?
A população clama por verdade, mas não sabe esperar. A imprensa rende-se e faz as vezes de população. Abandona seu verdadeiro objetivo, o interesse público, para manobrar o interesse do público. Pior, em nome dele.
Quem tem pressa come cru. Não era o que a sua mãe dizia?
Nesta tarde, o desembargador Canguçu de Almeida, do TJ-SP, concedeu habeas corpus ao casal. Ainda não há nenhuma prova de que eles podem atrapalhar as investigações, disse ele. Sem entrar no mérito, a decisão refletiu a única voz de paciência e ponderação durante todos esses dias em que se falou de Isabella.
Isabella. Esta sim tem toda a eternidade para esperar pela justiça. Não podemos nós?
10 abril 2008
Isabella - Verdade está próxima
Um ofício deve ser enviado ao desembargador Canguçu de Almeida nesta quinta-feira (10/4) para que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá não sejam soltos. Eles são o pai e a madrasta da menina Isabella, de 5 anos, que foi jogada do 6º andar de um prédio na capital paulista.
Lupa na Lei apurou que a Promotoria e a polícia já têm indícios suficientes para concluir que o estrangulamento pode ser atribuído à madrasta, enquanto o pai teria atirado a menina, com o intuito de simular a participação de um terceiro.
Para quem não crê em uma crueldade tamanha, o melhor texto disponível hoje sobre o caso é de Contardo Calligaris, na Folha de S.Paulo. A mente humana, ninguém explica.
Mais detalhes, aguardem em Lupa na Lei
Lupa na Lei apurou que a Promotoria e a polícia já têm indícios suficientes para concluir que o estrangulamento pode ser atribuído à madrasta, enquanto o pai teria atirado a menina, com o intuito de simular a participação de um terceiro.
Para quem não crê em uma crueldade tamanha, o melhor texto disponível hoje sobre o caso é de Contardo Calligaris, na Folha de S.Paulo. A mente humana, ninguém explica.
Mais detalhes, aguardem em Lupa na Lei
09 abril 2008
OFF - Caso Isabella
Lupa na Lei apurou que a polícia e o Ministério Público já têm quase certeza de que não há terceiros suspeitos do crime contra a menina Isabella, que foi jogada do 6º andar de um apartamento na capital paulista.
Os advogados que tratem de bolar uma ótima defesa para seus clientes. A não ser que os laudos do Instituto de Criminalística e do IML tragam resultados muito diferentes do esperado. Por exemplo, se a marca de sapato não bater com nenhum dos apreendidos no apartamento do casal.
De outro lado, a Justiça deve determinar a soltura do pai e da madrasta ainda nesta quinta ou, no mais tardar, na sexta. Até agora, ninguém tem idéia se foram ambos, se foi só o pai, ou se foi a madrasta.
Os fatos. Ninguém mais esteve no prédio. A menina foi esganada e sofreu um trauma na cabeça antes de ser jogada. Um crime cruel, covarde, contra uma criança. Tudo isso é agravante. Homicídio triplamente qualificado na certa.
Aguardemos.
Os advogados que tratem de bolar uma ótima defesa para seus clientes. A não ser que os laudos do Instituto de Criminalística e do IML tragam resultados muito diferentes do esperado. Por exemplo, se a marca de sapato não bater com nenhum dos apreendidos no apartamento do casal.
De outro lado, a Justiça deve determinar a soltura do pai e da madrasta ainda nesta quinta ou, no mais tardar, na sexta. Até agora, ninguém tem idéia se foram ambos, se foi só o pai, ou se foi a madrasta.
Os fatos. Ninguém mais esteve no prédio. A menina foi esganada e sofreu um trauma na cabeça antes de ser jogada. Um crime cruel, covarde, contra uma criança. Tudo isso é agravante. Homicídio triplamente qualificado na certa.
Aguardemos.
07 abril 2008
Dia do jornalismo, Isabella e feeling
Em um dia em que o Pulitzer não saiu para a categoria editorial, resolvo me arriscar a escrever algumas linhas opinativas. Sem antes passar uma tarde inteira, como qualquer libriana próxima do chamado perfil astrológico, colhendo opiniões até do porteiro sobre os casos que mais repercutiram nos últimos tempos.
Porteiro. Palavra-chave do último caso da vez da mídia, o da menina Isabella, que comecei a acompanhar na sexta. E, desta vez, a história é tão grande que a Justiça nem precisou abrir processo para darmos início à cobertura. É tanto alvoroço que ninguém parou para pensar em nenhum tipo de conseqüência. Será?
Na sexta mesmo, 50 jornalistas se engalfinhavam por um espaço no Ministério Público em busca de uma declaração nova do promotor do caso. Acabaram publicando o que o Estadão já trazia na capa daquele dia, os depoimentos "fantasiosos" dos suspeitos.
Pois bem. Em pleno dia do jornalismo, uma reviravolta. Pelo visto, o sangue supostamente encontrado no carro do casal não era sangue. As roupas apreendidas supostamente não eram roupas do pai de Isabella. O suposto sangue na porta do apartamento também não seria sangue.
Feitiço vira contra o feiticeiro? Será que tanto alarde vai culminar na libertação do pai e da madrasta por falta de indícios contundentes que os incriminem?
Aí entra o chamado feeling do jornalista. Ninguém escreve apenas sobre fatos. Nenhum jornalista colhe informações puras, dados isolados, provas cabais. Este é o trabalho de advogados, peritos e policiais. Salvo raras exceções, como o é o caso da Escola Base, repórteres colhem histórias, olhares, opiniões e, principalmente, off.
São os colecionadores de off os que mais se destacam. Qualquer um pode assistir a um jogo entre Palmeiras e Corinthians e reportar o resultado de 0x0, com duas bolas na trave perigosas e 4 faltas para cada lado. O bom repórter vai trazer o outro olhar, o olhar curioso, desafiador e crítico. Até mesmo de uma partida simples de futebol.
Alguns desses colecionadores cobrem o caso Isabella. Alguns deles já cometeram enganos no passado. Já condenaram inocentes. Já ouviram falar do Bar Bodega e de manchetes como "Assassinos são soltos"?.
São tantas as suposições sobre o que teria acontecido com a menina que as críticas começaram a recair sobre a imprensa. Em parte, injustas. Ao menos, desta vez, a maioria dos veículos teme usar a palavra "acusado" para definir um "suspeito", apenas para dar um exemplo da cautela.
Até agora, apenas dois comportamentos a reparar na cobertura da mídia em geral. Record e Rede TV!. Sensacionalismo sem limites, exploração da imagem de crianças chorando, apresentadores clamando pela manutenção da prisão. Irresponsabilidade.
Por outro lado, o que se vê é um excesso de zelo em divulgar apenas o fato. O balanço geral (não o programa, pelamordedeus) é positivo. A imprensa não é tão ingênua o quanto parece. Ou aprendeu com os dias ajoelhada no milho.
Porteiro. Palavra-chave do último caso da vez da mídia, o da menina Isabella, que comecei a acompanhar na sexta. E, desta vez, a história é tão grande que a Justiça nem precisou abrir processo para darmos início à cobertura. É tanto alvoroço que ninguém parou para pensar em nenhum tipo de conseqüência. Será?
Na sexta mesmo, 50 jornalistas se engalfinhavam por um espaço no Ministério Público em busca de uma declaração nova do promotor do caso. Acabaram publicando o que o Estadão já trazia na capa daquele dia, os depoimentos "fantasiosos" dos suspeitos.
Pois bem. Em pleno dia do jornalismo, uma reviravolta. Pelo visto, o sangue supostamente encontrado no carro do casal não era sangue. As roupas apreendidas supostamente não eram roupas do pai de Isabella. O suposto sangue na porta do apartamento também não seria sangue.
Feitiço vira contra o feiticeiro? Será que tanto alarde vai culminar na libertação do pai e da madrasta por falta de indícios contundentes que os incriminem?
Aí entra o chamado feeling do jornalista. Ninguém escreve apenas sobre fatos. Nenhum jornalista colhe informações puras, dados isolados, provas cabais. Este é o trabalho de advogados, peritos e policiais. Salvo raras exceções, como o é o caso da Escola Base, repórteres colhem histórias, olhares, opiniões e, principalmente, off.
São os colecionadores de off os que mais se destacam. Qualquer um pode assistir a um jogo entre Palmeiras e Corinthians e reportar o resultado de 0x0, com duas bolas na trave perigosas e 4 faltas para cada lado. O bom repórter vai trazer o outro olhar, o olhar curioso, desafiador e crítico. Até mesmo de uma partida simples de futebol.
Alguns desses colecionadores cobrem o caso Isabella. Alguns deles já cometeram enganos no passado. Já condenaram inocentes. Já ouviram falar do Bar Bodega e de manchetes como "Assassinos são soltos"?.
São tantas as suposições sobre o que teria acontecido com a menina que as críticas começaram a recair sobre a imprensa. Em parte, injustas. Ao menos, desta vez, a maioria dos veículos teme usar a palavra "acusado" para definir um "suspeito", apenas para dar um exemplo da cautela.
Até agora, apenas dois comportamentos a reparar na cobertura da mídia em geral. Record e Rede TV!. Sensacionalismo sem limites, exploração da imagem de crianças chorando, apresentadores clamando pela manutenção da prisão. Irresponsabilidade.
Por outro lado, o que se vê é um excesso de zelo em divulgar apenas o fato. O balanço geral (não o programa, pelamordedeus) é positivo. A imprensa não é tão ingênua o quanto parece. Ou aprendeu com os dias ajoelhada no milho.
06 abril 2008
Frutos
A coisa mais legal de ser jornalista é dar um furo. Só você pegou aquela informação e transformou em notícia. E, depois, todo mundo corre atrás.
Neste sábado e domingo, Folha e Estado de S.Paulo publicam história que contamos ontem em primeira mão: "Ciúme pode ser palavra-chave na morte da menina Isabella".
Neste sábado e domingo, Folha e Estado de S.Paulo publicam história que contamos ontem em primeira mão: "Ciúme pode ser palavra-chave na morte da menina Isabella".
04 abril 2008
Quem matou Isabella?
O ciúme pode ser a palavra-chave para desvendar a morte da menina que caiu, ou foi jogada, do 6º andar de um prédio na zona norte de São Paulo. O pai e a madrasta são considerados suspeitos pela polícia e pelo Ministério Público.
O promotor do caso, Francisco José Taddei Cembranelli, adiantou com exclusividade a esta repórter que essa palavrinha, que pode dizer muita coisa, foi mencionada inúmeras vezes no inquérito. E pode constar ainda em boletins de ocorrência anexados à peça.
De quem? Da madrasta pela ex-mulher? Ou da criança, que parecia ser adorada pelo pai? Bom, como o caso está sob sigilo e ninguém quer fazer juízo de valor, resta aguardar o desenrolar da história. E o resultado dos laudos, que prometem ser decisivos.
Veja a matéria completa aqui
O promotor do caso, Francisco José Taddei Cembranelli, adiantou com exclusividade a esta repórter que essa palavrinha, que pode dizer muita coisa, foi mencionada inúmeras vezes no inquérito. E pode constar ainda em boletins de ocorrência anexados à peça.
De quem? Da madrasta pela ex-mulher? Ou da criança, que parecia ser adorada pelo pai? Bom, como o caso está sob sigilo e ninguém quer fazer juízo de valor, resta aguardar o desenrolar da história. E o resultado dos laudos, que prometem ser decisivos.
Veja a matéria completa aqui
01 abril 2008
E merd...?
Um juiz de São Paulo liberou o uso da palavra "bosta" como adjetivo aceitável para qualificar tudo aquilo que consideramos "mal-feito, de má qualidade".
Então, a partir de agora, tudo o que desagradar este blog obedecerá ao bom senso deste magistrado.
Leia a notícia aqui
Então, a partir de agora, tudo o que desagradar este blog obedecerá ao bom senso deste magistrado.
Leia a notícia aqui
30 março 2008
Será?
O CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) acha um exagero proibir qualquer tipo de nepotismo no Ministério Público. Assim, em decisão unânime, decidiu derrubar os artigos 4º e 5º da Resolução 21/07, que disciplina a contratação de parentes cedidos ou postos à disposição por outros órgãos no MP dos Estados e da União.
Pela mudança, continua proibido o nepotismo entre servidores ocupantes de cargos de direção dos órgãos do Ministério Público da União e dos Estados, mas está permitida a contratação em cargos de chefia e assessoramento.
O objetivo é acabar com distorções, por exemplo, no caso de dois parentes que trabalham em localidades diferentes. Mas, na prática, será que o tiro não vai sair pela culatra? É aguardar e conferir.
Veja mais aqui
Pela mudança, continua proibido o nepotismo entre servidores ocupantes de cargos de direção dos órgãos do Ministério Público da União e dos Estados, mas está permitida a contratação em cargos de chefia e assessoramento.
O objetivo é acabar com distorções, por exemplo, no caso de dois parentes que trabalham em localidades diferentes. Mas, na prática, será que o tiro não vai sair pela culatra? É aguardar e conferir.
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26 março 2008
1º na WEB
Sentada no chão de um canto de casa, meia noite. Celular na mão, uma hora de tentativa e muitos "ligue daqui a pouco" da atenciosa filha do nomeado. Foi assim que Fernando Grella Vieira, com a voz cansada, fez a primeira declaração à imprensa como novo procurador-geral de Justiça de São Paulo.
Já passava da meia noite quando liguei o lap top para transmitir a notícia em primeira mão. Nada de internet. Ainda bem que existem o wi-fi e o vizinho. A reportagem completa só passou do gerenciador para a interface do UOL duas horas depois.
No jornal, diria-se: "Parem as máquinas!" Mas como no mundo virtual não há prensa, paramos mesmo o envio do informativo diário e bolamos um novo, já com a notícia fresquinha. Advogados, juízes e demais operadores do direito, os jornalistas fazem de tudo para mantê-los informados.
Bom, ao menos o chefe ligou para parabenizar pelo furo.
Leia a matéria aqui
Já passava da meia noite quando liguei o lap top para transmitir a notícia em primeira mão. Nada de internet. Ainda bem que existem o wi-fi e o vizinho. A reportagem completa só passou do gerenciador para a interface do UOL duas horas depois.
No jornal, diria-se: "Parem as máquinas!" Mas como no mundo virtual não há prensa, paramos mesmo o envio do informativo diário e bolamos um novo, já com a notícia fresquinha. Advogados, juízes e demais operadores do direito, os jornalistas fazem de tudo para mantê-los informados.
Bom, ao menos o chefe ligou para parabenizar pelo furo.
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21 março 2008
Placebo
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ainda não definiu as regras. Mas uma nova resolução da Corte já causa rebuliço entre postulantes a cargos nas próximas eleições. Quem teve prestação de contas rejeitada, corre o risco de ter a candidatura impugnada.
Nos bastidores, chapas já preparam uma centena de pedidos de impugnação. O motivo? Ainda que não haja data marco para a validade da resolução, patrocinar canoa furada pode vir a ser nada lucrativo.
Veja mais aqui
Nos bastidores, chapas já preparam uma centena de pedidos de impugnação. O motivo? Ainda que não haja data marco para a validade da resolução, patrocinar canoa furada pode vir a ser nada lucrativo.
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Pôncio Pilatos
O MPD lavou as mãos e não irá se posicionar sobre as eleições na Procuradoria. Confira aqui
20 março 2008
Corrida à PGJ
A “demora” do governador José Serra para nomear o novo procurador-geral de Justiça de São Paulo está causando celeuma entre procuradores e promotores em todo o Estado.
No MPD (Ministério Público Democrático), associados estão sendo convidados a exprimir as suas opiniões sobre a nomeação por e-mail. O resultado deve definir ainda nesta quinta-feira (20/3) a posição da entidade sobre o assunto.
Por enquanto, promotores estão divididos em requerer a nomeação do mais votado, a exemplo da Conamp (Associação Nacional dos Membros do Ministério Público), ou respeitar a prerrogativa do governador, de escolher qualquer um dos três nomes eleitos no último sábado pelo MP-SP.
Confira o quadro eleitoral aqui
No MPD (Ministério Público Democrático), associados estão sendo convidados a exprimir as suas opiniões sobre a nomeação por e-mail. O resultado deve definir ainda nesta quinta-feira (20/3) a posição da entidade sobre o assunto.
Por enquanto, promotores estão divididos em requerer a nomeação do mais votado, a exemplo da Conamp (Associação Nacional dos Membros do Ministério Público), ou respeitar a prerrogativa do governador, de escolher qualquer um dos três nomes eleitos no último sábado pelo MP-SP.
Confira o quadro eleitoral aqui
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